Quem nunca tentou ser descolado? Ou ter aquele estilo que todos consideram cool ou conceitual? Ou então, andar com aquela turminha ultra popular do colégio, frequentar as festas e ser a estrela das redes sociais? Acho que todo mundo (inclusive eu) já tentou ou quis isso. Tudo bem, tudo bem, não tem nada de ruim nisso, o problema é quando nos tentamos tanto nos achar dentro de um círculo social badalado, que acabamos nos perdendo de nos mesmos.
O fato é: Todo mundo quer sair bem na fita, ser elogiado, ser bem visto, admirado, tanto por seu comportamento quanto por seus gostos, porém nessa empreitada de querer agradar todo mundo acabamos esquecendo da gente, nos tornamos pessoas insatisfeitas, com a autoestima no fundo do poço da Samara, e o pior, infelizes.
Quando entramos na adolescência, com os hormônios a flor da pele, tudo vira de cabeça para baixo, vem a escola, os amigos e a popularidade, e ai a coisa fica complicada, pois para ser popular, temos que estar na moda, ser celebridades nas redes sociais, com o maior número de curtidas, ter aquele penteado de cabelo super lindo que todo mundo quer ter, e é claro ter um estilo legal, as opções são infinitas, tem os underground, swag, regae, pop, conceitual e no meu caso foi a fracassada tentativa de ser hipster.
Isso mesmo, eu quis ser hipster com aqueles óculos de armação grossa, nebulosas, camisas xadrez, livros e starbucks, tudo bem que eu ainda gosto disso até hoje, mas eu estava me perdendo, tentando ser algo que eu não era (e nem tinha grana para ser, diga se passagem), tudo para ser popular, ter os amigos legais, ser elogiado e invejado é claro. A questão é que eu não conseguia - não mesmo - eu não tinha um cabelo lindo, não era pop no Instagram e muito menos ficava legal com aqueles enormes óculos de 13,99 que eu comprei no camelô para parecer mais inteligente.

E quando eu me encontrava sozinho, de frente para o espelho eu desabava, a insatisfação estava em todo o lugar, chegou o ponto em que eu não me aguentava mais, e isso doía muito, tudo porquê eu queria ser popular, e agradar todo mundo, achando que com isso eu iria tapar as minhas cicatrizes e me agradar, foi uma das piores mentiras que já contei para mim, e olha que eu já contei muitas.
O tempo passou a insatisfação só foi crescendo, eu estava disposto a me mudar - e mudei - a me modificar, eu queria ser perfeito, eu não suportava me ver no espelho, as minhas fotos, os meus sorrisos era tudo pura encenação, como uma atriz que outrora fora uma grande estrela dos cinemas e hoje em dia está arruinada - cof, cof Lindsay Lohan cof, cof -, esse era eu, insatisfeito, amargurado e machucado, muito machucado.
O tempo passou, e eu não vou negar, eu me mudei, mas aos poucos aquela insatisfação foi me deixando e conforme a maturidade ia chegando (lentamente, pois eu ainda sou idiota) eu ia tentando catar os pedacinhos que sobraram e colar, porém a cola era difícil de se encontrar: amor próprio. No fim, eu me tornei quem eu sou hoje, ainda inseguro, ainda um tanto hipster, porém eu, nada mais do que eu, com todas as minhas neuras e defeitos, e tenho tentado estar satisfeito comigo mesmo.
Aonde eu quero chegar é que não adianta tentar fugir de quem você é, ouvir aquela banda chata pra caralho, só porque os seus "amigos" legais ouvem, ou então pagar de leitor conceitual na internet e não ter lido nem o primeiro parágrafo de 50 tons de cinza. Contar mentiras para você mesmo, é a pior mentira que podemos contar, e nem adianta tentar aderir aquele estilo super Tumblr-Instagram, que os verdadeiros estilosos irão olhar para você e dizer: Modinha, pois no fundo é isso que nos tornamos ao tentar ser o que não somos, a coisa toda perde o sentido, e ao invés de estar fazendo aquilo por gostar, passamos a fazer aquilo por obrigação, para preservar a reputação e ai amigo, fode tudo.
O melhor estilo é o nosso, a melhor música são as que a gente gosta, e não importa o que digam, seja você, todos nós somos especiais a nossa maneira, e as diferenças é o que nos torna únicos, e eu particularmente gosto de ser único. Quer seguir um determinado estilo? Perfeito, mas siga porque tu gosta, não porque está na moda ou aquela tua amiga falsianei diz pra tu seguir. A vida passa rápido meus caros, e o importante é ser você.
Imagens tiradas do google.
Quando entramos na adolescência, com os hormônios a flor da pele, tudo vira de cabeça para baixo, vem a escola, os amigos e a popularidade, e ai a coisa fica complicada, pois para ser popular, temos que estar na moda, ser celebridades nas redes sociais, com o maior número de curtidas, ter aquele penteado de cabelo super lindo que todo mundo quer ter, e é claro ter um estilo legal, as opções são infinitas, tem os underground, swag, regae, pop, conceitual e no meu caso foi a fracassada tentativa de ser hipster.
Isso mesmo, eu quis ser hipster com aqueles óculos de armação grossa, nebulosas, camisas xadrez, livros e starbucks, tudo bem que eu ainda gosto disso até hoje, mas eu estava me perdendo, tentando ser algo que eu não era (e nem tinha grana para ser, diga se passagem), tudo para ser popular, ter os amigos legais, ser elogiado e invejado é claro. A questão é que eu não conseguia - não mesmo - eu não tinha um cabelo lindo, não era pop no Instagram e muito menos ficava legal com aqueles enormes óculos de 13,99 que eu comprei no camelô para parecer mais inteligente.

E quando eu me encontrava sozinho, de frente para o espelho eu desabava, a insatisfação estava em todo o lugar, chegou o ponto em que eu não me aguentava mais, e isso doía muito, tudo porquê eu queria ser popular, e agradar todo mundo, achando que com isso eu iria tapar as minhas cicatrizes e me agradar, foi uma das piores mentiras que já contei para mim, e olha que eu já contei muitas.
O tempo passou a insatisfação só foi crescendo, eu estava disposto a me mudar - e mudei - a me modificar, eu queria ser perfeito, eu não suportava me ver no espelho, as minhas fotos, os meus sorrisos era tudo pura encenação, como uma atriz que outrora fora uma grande estrela dos cinemas e hoje em dia está arruinada - cof, cof Lindsay Lohan cof, cof -, esse era eu, insatisfeito, amargurado e machucado, muito machucado.
O tempo passou, e eu não vou negar, eu me mudei, mas aos poucos aquela insatisfação foi me deixando e conforme a maturidade ia chegando (lentamente, pois eu ainda sou idiota) eu ia tentando catar os pedacinhos que sobraram e colar, porém a cola era difícil de se encontrar: amor próprio. No fim, eu me tornei quem eu sou hoje, ainda inseguro, ainda um tanto hipster, porém eu, nada mais do que eu, com todas as minhas neuras e defeitos, e tenho tentado estar satisfeito comigo mesmo.
Aonde eu quero chegar é que não adianta tentar fugir de quem você é, ouvir aquela banda chata pra caralho, só porque os seus "amigos" legais ouvem, ou então pagar de leitor conceitual na internet e não ter lido nem o primeiro parágrafo de 50 tons de cinza. Contar mentiras para você mesmo, é a pior mentira que podemos contar, e nem adianta tentar aderir aquele estilo super Tumblr-Instagram, que os verdadeiros estilosos irão olhar para você e dizer: Modinha, pois no fundo é isso que nos tornamos ao tentar ser o que não somos, a coisa toda perde o sentido, e ao invés de estar fazendo aquilo por gostar, passamos a fazer aquilo por obrigação, para preservar a reputação e ai amigo, fode tudo.
O melhor estilo é o nosso, a melhor música são as que a gente gosta, e não importa o que digam, seja você, todos nós somos especiais a nossa maneira, e as diferenças é o que nos torna únicos, e eu particularmente gosto de ser único. Quer seguir um determinado estilo? Perfeito, mas siga porque tu gosta, não porque está na moda ou aquela tua amiga falsianei diz pra tu seguir. A vida passa rápido meus caros, e o importante é ser você.
Imagens tiradas do google.


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