Nossa quanto tempo que eu não posto aqui. Realmente esse diário virtual é algo muito esporádico em minha vida, mas... Eu sempre volto.
Eu posso ser dramático, mas eu sempre tive a sensação de que eu não sou especial, quer dizer... Eu conheço muitos artistas, amigos meus que conseguem fazer coisas incríveis como cantar, desenhar, atuar, escrever e por ai vai, e eu sou o famoso faz tudo, eu canto, um pouquinho, desenho um pouquinho, atuo um pouquinho, escrevo um pouquinho, mas... Só um pouquinho. O que eu estou querendo dizer é que eu sempre fiz todas essas coisas, mas nunca fui destaque em nenhuma delas, e o meu calcanhar de Aquiles sempre foi a poesia, eu sempre quis fazer poesia, mas eu nunca consegui algo que preste, algo que realmente tocasse o meu coração e me fizesse ter orgulho de mim mesmo até que em um dia cinzento, eu estava indo ao médico e encontrei uma professora no trem, ela me cedeu o lugar e eu me ofereci para segurar as coisas dela, e então começamos a bater um papo, ela me disse que era professora, eu disse que queria ser professor, e a conversa rolou solta, falamos sobre política, sobre educação, e sobre como estamos vivendo um retrocesso no país.
A bad bateu bem forte, e então eu escrevi:
E eu me sento na janela
O cinza me invade sem piedade
Trazendo a tona a cruel verdade
Que no fim só resta o gelado vazio
Tornando o dia mais distante e frio.
Meu olhar é levado pelo horizonte cruel
Observo a cidade poluída ao léu
Andarilhos errantes cegos pelo véu
Crendo na inverdade que no fim haverá piedade.
Se esquecem dá saudade que permeia a claridade.
Meu coração se aperta ao ouvir relatos sofridos.
O verde da esperança perdido no cinza dos oprimidos.
A chuva cai lá fora para me lembrar
Que no final das contas resta apenas acreditar
Que no meio do concreto algo pode germinar.
O cinza me invade sem piedade
Trazendo a tona a cruel verdade
Que no fim só resta o gelado vazio
Tornando o dia mais distante e frio.
Meu olhar é levado pelo horizonte cruel
Observo a cidade poluída ao léu
Andarilhos errantes cegos pelo véu
Crendo na inverdade que no fim haverá piedade.
Se esquecem dá saudade que permeia a claridade.
Meu coração se aperta ao ouvir relatos sofridos.
O verde da esperança perdido no cinza dos oprimidos.
A chuva cai lá fora para me lembrar
Que no final das contas resta apenas acreditar
Que no meio do concreto algo pode germinar.
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