Se faz arenosa em sua derme,
rígida, dura e sedimentar, envolve-a com a palma de sua mão, o atrito causado
pela parte pontiaguda da rocha faz brotar dos poros o vermelho bordô, seu
pulmão se enche e então esvazia-se novamente seguidas vezes, um pé a frente e
outro atrás, preparando-se para um salto violento que não iria dar, fechou os
olhos os gritos de fora ecoavam dentro de sua mente, o coração como uma
britadeira, e a força surgindo de onde achava-se que não restava nada, sentiu
naquela pedra o peso de toda uma história, inclinou o cotovelo para trás, o
ângulo perfeito, o vento de fim de tarde bagunçou os seus cabelos a trilha
sonora exterior tendo como nota principal os dós agudos e disformes das siren(e)as
serviram como estimulo no exato momento em seus dedos embalados pelo impulso de
seu antebraço soltaram o pedaço de algo magmático e ele voou, batendo contra a
parede transparente formada majoritariamente por areia e carbonato de sódio.
Ela estilhaçou e foi como se as luzes que gritavam em vermelho acima dos carros
do Estado dessem brados de vitória.
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